Viagem de avião com seu gato – tudo sobre!

gato bagagem

As férias chegaram! Muitos humanos preparando as malas para as viagens de fim de ano, mas ei vocês não estão esquecendo de nada não, ou de ninguém??

Já pensou que pode ser bem legal viajar com seu gato?

Confesso que nunca viajei com minha miãe, ela sempre me deixa em casa com mieus irmiãos e 2 babás, não sei se seria divertido, mas como sou extremamente sociável isso deu esperanças para minha miãe de um dia poder planejar uma viajem com minha passagem inclusa!

Para quem vai se aventurar nesse tipo de viagem, seja com gato ou cachorro aqui vai um post cheio de informações importantes para dar tudo certo em uma viagem de avião.

REGRA nº1: Você é responsável pela nossa proteção…

Em viagens de avião certifique-se de que estaremos seguros e dê preferência a empresas que permitem que seu pet viaje com você na cabine.

Se informe sobre cada detalhe da viagem de avião e a legislação.

PREPARAÇÃO

Se certifique que seu pet esteja saudável, renove qualquer vacina que esteja faltando e dê um tratamento contra pulgas e carrapatos. Pode haver outros parasitas no seu destino e seu pet precisa estar protegido..

AS MALAS

Além das comidinhas, petiscos e brinquedos, tem outras coisas importantes a serem lembradas na lista:

– guia/coleira (no caso de gatos peitoral)

– medicamentos (converse com o veterinário e pergunte o que ele indica em caso de enjôos ou diarréias que podem acontecer decorrente do stress durante a viagem).

– escova

– xampu

– toalhas e cobertores

– jornais velhos, sacos plásticos e lenços umedecidos para limpar tudo na hora das caquinhas.

A CAIXA DE TRANSPORTE

Em viagens de avião existem algumas regras a seguir quando se trata da caixa de transporte usada pelo pet.

– O container rígido deve ser de fibra ou plástico rígido resistente;

– A mala flexível deve ter hastes internas de metal para reforçar a estrutura e ser feita de material impermeável;

– Embalagens de outros materiais – como containers de madeira, palha ou malas flexíveis que não sejam de material impermeável – não serão aceitos para embarque de animais;

– Para garantir o conforto do animal, a embalagem deve possuir dimensões internas condizentes com o tamanho do animal, permitindo que o mesmo fique de pé e possa movimentar-se realizando um círculo em volta de si mesmo (giro de 360°);

– Deve ter também aberturas que garantam a entrada e a circulação de ar;

– Devem possuir um dispositivo que evite uma abertura acidental, interna ou externamente;

– Durante o vôo, o pet precisa dos mesmos cuidados que tem em terra. Por isso, o piso interno deve ser revestido com um material que contenha e absorva urina e fezes, evitando vazamento durante o transporte;

– A embalagem para transporte de animais vivos deve ser resistente, segura, impermeável e confortável para o animal;

– A embalagem deve ser providenciada pelo cliente;

O EMBARQUE

– Check-in da companhia aérea: quando o peso do pet somado ao da caixa de transporte não ultrapassa de 15kg. Nossa passagem é equivalente ao peso pago como excesso de bagagem.

-Terminal de carga: quando o peso é acima do limite. Os animais que viajam por aqui terão suas passagens cobradas por peso.

A VIAGEM

Durante a viagem você tem que ter certeza que seu pet está acostumado com a caixa de transporte que vai viajar.

bagagem gatoPara acostumá-lo, sugiro que deixe a caixa de transporte aberta em sua casa por dias antes da viagem e deixe que seu gato aprenda a gostar dela e a usá-la como abrigo. Dessa forma seu pet irá se sentir seguro com a caixa durante as horas de viagem.

Se certifique que o gato esteja bem hidratado e alimentado antes da viagem.

Gatos com focinho curto como persas e himalaias infelizmente correm riscos em viagens aéreas. Conhecidos como braquicéfalos, eles têm dificuldades para respirar e se acostumar com alguns tipos de climas. Isso não significa que eles não podem viajar, com os cuidados necessários a viagem pode ser feita, mas com cautela, sugiro que viagens aéreas para esses devem ser evitadas ao máximo! Isso serve também aos cães.

– Compartimento de carga

Existem muitos mitos e verdades quando se fala em viagens em compartimento de carga… Sim, muitas merdas acontecem em empresas aéreas que vacilam quando se trata de nossa segurança, mas não podemos ser radicalistas.

  • Mito: eu nunca vou deixar meu pet viajar num buraco escuro com uma montanha de bagagem sobre ele.
    • Fato: a maioria das pessoas não sabem que a área de carga é separada da área de bagagem dentro do avião.
    • Mito: meu pet vai ficar com muito frio ou muito calor na área de carga do avião.
    • Fato: o compartimento de carga é climatizado e pressurizado assim como a cabine na qual você estará viajando. Ao embarcarem no avião e/ou se houver conexão entre os vôos e a temperatura estiver extrema (fria ou quente), é utilizada uma van climatizada para transportar os pets para a aeronave.
    • Mito: funcionários das empresas aéreas não sabem manejar meu pet.
    • Fato: todos os funcionários que entrarem em contato com seu pet possuem certificado para tal. Além disso, eles são instruídos a nunca abrirem as caixas de transporte ou fraternizar com os pets.

LEGISLAÇÃO

De acordo com o Ministério da Agricultura:

Em viagens aéreas ou rodoviárias, cães e gatos transitam no País sem a necessidade da Guia de Trânsito Animal (GTA). É obrigatório, porém, o porte de atestado de saúde, emitido por um médico veterinário inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Para o transporte de animais entre países é preciso obter o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), emitido pela autoridade do país de origem ou de procedência do animal. O CZI deve estar em conformidade com as exigências sanitárias do país de destino.

A CHEGADA

Ficando em hotéis ou casa de amigos a primeira coisa a fazer quando chegar é nos apresentar ao local, mostre onde vai estar nossa comida, água e caixinha de areia.

Caso vá para um hotel procure saber todas as regras do local, não deixe seu pet sozinho no quarto e não assuma que o estabelecimento tem tratamentos e serviços específicos para seu pet, como comidas e brinquedos. Esta responsabilidade é do nosso tutor, por isso já fiz um tópico falando sobre as malas.

Limpe toda a sujeira que seu pet fizer, nós estamos sendo aceitos no mundo humano agora, nos ajude a manter essa aceitação.

Algumas companhias aéreas que aceitam seu pet na cabine:

AzulTAM, Avianca, Gol, AirCanada, AirFrance, AmericanAirlines, Delta, JetBlueUnited

—-

Ufaa.. esse post foi grande agora minha miãe quer fazer uma ressalva sobre o assunto:

“Amigos, Glorinha explicou como funciona para vocês, mas antes de sair viajando com seu gato lembrem-se que a situação com eles é um pouco diferente… Gatos são territorialistas e nem sempre vão se sentir bem fora de seu ambiente diário.

Falando apenas por mim aqui, tenho 15 gatos, mas poucos deles eu me aventuraria a colocar em um avião e sair viajando por aí.

Glória por exemplo sei que se divertiria muito em uma viagem e sonho em um dia levá-la comigo. Apesar disso, algo me deixa receosa e é o que me impediu de levá-la ainda… Minha filha é ansiosa e odeia se sentir presa. Por exemplo, sempre que vai de carro para algum lugar, apesar de se divertir muito quando chega, ela também mia muito no carro quando está presa ao cinto de segurança. E caixinha de transporte para ela é uma loucura.

Por isso pensem muito bem antes de pegar seu gato e sair com ele, nem todos ficariam felizes nessa situação e o nível de stress não é nada bom para eles.”

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Um novo olhar sobre o gato – Superstições parte2

Ao redor do mundo existem diversas crenças em torno do gato. Para alguns trazemos sorte, azar ou podemos significar algum presságio de que algo importante virá a acontecer.

  • Predizer o tempo

gato janela
Bom de acordo com alguns humanos não só predizemos o tempo como avisamos. Quando vai ventar nós unhamos os tapetes e cortinas. Se vai chover nós limpamos muito nossas orelhas ou olhamos continuamente pela janela.

Os marinheiros acreditavam que quando um gato miava alto significa que teriam uma viagem difícil, o gato brincalhão significava tranquilidade.

Gatos com patas escondidas embaixo do corpo podem estar prevendo um mal tempo.

Lamber os pêlos no sentido contrário é sinal de chuva de granizo a caminho.

  • A sorte

gatoGatos tricolores podem ver o futuro e trazer o dom de sorte para uma criança.

O Hindu acredita que somos o símbolo de nascimento de uma criança. Antigamente na Pennsylvania, nos colocava em um berço vazio de um casal recém-casado, para garantir que teriam muitos filhos.

Um gato espirrando é bom presságio para quem ouvir. Na França, se acreditava que achando um pêlo branco num gato preto, a pessoa teria boa sorte para o resto da vida.

No século XVI, era costume quando se visitasse um lar inglês, beijar o gato da família para trazer sorte.

  • Não nos maltrate

De acordo com as crenças humanas, se você chuta um gato, terá reumatismo naquela perna.

Se você é fazendeiro e mata um gato, seu gado morre. Se você afogar um gato, morrerá afogado.

Acabar com, mesmo que seja uma de nossas vidas, significa ser perseguido por nós pelo resto da vida!

Resumindo, tudo tem volta amigos!! Cuidem bem de nós.

Bom essas são só algumas das diversas crenças e superstições que envolvem os gatos se quiserem conhecer mais algumas indico esse site: becodosgatos

Um novo olhar sobre o gato – Superstições parte1

O gato preto continua a ser mais do que um gato de pelagem escura, em um estudo realizado nos gatis e associações animais dos EUA, verificou-se que o gato preto era a segunda pelagem menos desejada, logo após a castanha.

Foto: László Oláh

Foto: László Oláh

Em algumas épocas do ano a busca por gatos pretos em feiras de adoção cresce muito. Infelizmente o objetivo é o sacrifício em rituais de magia.

Foto: Yuriy Korotun

Foto: Yuriy Korotun

Interessante lembrar que em alguns casos o gato branco também pode ser usado nesses rituais.

Então um alerta, se você está doando gatos tenha muito cuidado, principalmente em datas perto da sexta-feira 13 e hallowens.

Foto: gsfrenchshabbylife.tumblr.com

Foto: gsfrenchshabbylife.tumblr.com

Dicas para saber a intenção do adotante:

  • Mencione que o gato está esterelizado. Gatos castrados não servem para muitos rituais.
  • Deixe escapar que o gato tem alguma manchinha pelo corpo e observe a reação da pessoa.
  • Vá até a casa do adotante e observe tudo cuidadosamente, faça com que assine um termo de adoção responsável. 
  • Diga que faz questão de fazer visitas ocasionais no período de adaptação que pode durar até 3 meses.
  • Diante de qualquer dúvida, não doe!

Por hoje é só, “um novo olhar sobre o gato” continua na próxima segunda contando um pouco mais sobre as crenças dos humanos ao redor do mundo quando se trata de felinos!

Um novo olhar sobre o gato – Desenvolvimento das raças

Amigos humanos, desculpem a demora para postar. Foi culpa da minha miãe que anda meio ocupada!

Bom gente venho contando aqui nesse informações em série a nossa história, desde o antigo Egito, quando éramos adorados, passando por épocas difíceis como a inquisição, e por diferentes culturas. 

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Durante todo esse tempo estivemos em constante evolução como qualquer outra espécie animal… Ao redor de todo o mundo diversas raças foram surgindo, e se desenvolvendo através da seleção natural e cruzamento entre diversos tipos de felinos, domésticos ou selvagens.

Atualmente o gato doméstico Felis silvestres catus está muito perto do gato selvagem europeu (Felis silvestres silvestres) e do gato selvagem africano (Felis silvestres libyca). Segundo a maioria dos zoólogos contemporâneos, estes três tipos de gatos formam uma única espécie: a Felis silvestres.

Siamês, foto: harvestheart.tumblr

Siamês, foto: harvestheart.tumblr

Bom Felis à parte, a raça do gato pode ser natural, como a raça siamesa, ou criada pelos humanos através de cruzamentos diversos para conseguir físicos desejados, como o caso do Ragdoll. Há também o terceiro caso de raças híbridas, como os Bengalenses que vieram da cruza de um gato doméstico com um selvagem.

Ragdoll, Foto: attackofthecute.com

Ragdoll, foto: attackofthecute.com

Gato de Bengala, foto: angelsonland.info

Gato de Bengala, foto: angelsonland.info

O primeiro inventário das raças de gatos foi feito pelo médico e naturalista sueco Carlos Linneo no livro “Systema naturae” no século XVIII. Nele dividia os gatos em quatro grandes raças: o gato doméstico (Catus domesticus), o gato de Angorá (Catus angorensis), o gato espanhol (Catus hispanicus) e o gato Chartreux (Catus coeruleus).

Posteriormente Georges Luis Leclerc, conde de Buffon, no seu livro “Histoire naturelle”, conta até seis grandes raças.

Scottish Fold, foto: scottishfoldsofcalgary.blogspot

Scottish Fold, foto: scottishfoldsofcalgary.blogspot

Meados do século XIX, o Tratado de Zootecnia especial de Charle Cornevin publicado em 1897 adicionou à lista uma raça de gato chinês de orelhas caídas muito parecido com o Scottish Fold, uma raça japonesa parecida com o atual Bobtail japonês, e uma raça sem cauda que atualmente conhecemos como Manx.

Bobtail, foto: blogpetlove

Bobtail, foto: blogpetlove

A raça espanhola desapareceu no início do século XX e foi incorporada ao gato doméstico, a raça chinesa parecida com o Scottish Fold também desapareceu, mas foram adicionadas outras como as raças persa e abissínio. Assim temos que no ano 1900 existiam apenas 8 raças. Mas pouco a pouco o número aumentou até quase à centena de raças que conhecemos hoje.

As exposições e os concursos felinos são os principais responsáveis deste desenvolvimento nas raças. 

Há registros ingleses do século 16 sobre a primeira exposição de gatos em Winchester (Inglaterra).

foto: Daniel Neck

foto: Daniel Neck

Mas a primeira exposição felina moderna foi organizada em Londres, em 1871, e nela apresentam mais de 170 gatos repartidos nas categorias Persas e British Shorthair. Esta exposição marca o início da definição dos standards das raças.

Maine Coon, foto: vaskebjorn.com

Maine Coon, foto: vaskebjorn.com

O jornal New England sediou a primeira exposição de gatos dos Estados Unidos com foco na raça Maine Coon.

Próximo post de “Um novo olhar sobre o gato” falaremos sobre os trabalhos que alguns felinos prestam aos humanos.

Um novo olhar sobre o gato – Novas culturas

Foto: sxc.hu

Foto: sxc.hu

No post anterior dessa série comentei sobre nossas dificuldades durante a Era Cristã, hoje vou contar nossa vida em outras duas culturas, veja como nos recepcionaram…

  • cultura islâmica

Se sob o catolicismo nós gatos vivemos dias de cão, na cultura islâmica há relatos de que a vida de Maomé teria sido salva por por seu felino de estimação.

Conta-se que o profeta estava em casa, e, sem que ele percebesse uma cobra se aproximou para atacá-lo. O gato consegui matar a cobra antes do bote. O profeta então teria acariciado e abençoado o bichano, e, por isso, a partir desse dia todos os gatos ganharam a habilidade de cair “sempre” em pé.

  • cultura nipônica
Foto: sxc.hu

Foto: sxc.hu

Essa amizade também influenciou a cultura nipônica. No Japão o gato Maneki-Neko (aquele engraçado das boas vindas de patinha levantada), é símbolo de boa sorte.

Reza a lenda que, há muitos anos, esse gato estava parado na frente do templo Gotoku-ji. Ao ver um senhor feudal teria acenado e atraído o homem para dentro, livrando-o de um raio que cairia logo depois. Assim Maneki-Neko é considerado a encarnação da deusa da misericórdia.

Em breve voltaremos com nossa série de informações para contar como funcionou o desenvolvimento de nossas raças felinas até os dia de hoje.

Um novo olhar sobre o gato – Inquisição

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Chegou a hora de enfrentarmos a Era Cristã, foi quando se pôs um fim na amizade entre humanos e os gatos.

Naquela época, começaram a nos ver de forma negativa, de acordo com o cristianismo, os gatos eram ligados a deuses pagãos (não preciso dizer que tudo relacionado a uma religião que não fosse a católica, era do mal e devia ser queimado na fogueira).

Profissões que tivesse qualquer ligação aos gatos eram condenadas, as parteiras por exemplo, tinham a deusa Bastet como símbolo e foram tachadas como bruxas.

Séc. XII, a perseguição aumentou ainda mais e o papa Gregório IX determinou a exterminação de centenas de felinos.

Mas tudo que vai volta, os humanos pagaram caro por esse destempero. Sem felinos, os ratos tomaram conta das cidades, isso somado a falta de saneamento básico fez com que o séc. XIV fosse marcado na Europa pela maior pandemia de peste bulbônica de todos os tempos.

A “peste negra” dizimou cerca de um terço da população européia.

O recado que fica com essa história para os humanos é: sejam nossos amigos!

Próximo post do informações em série, vamos contar a nossa história na cultura islâmica e japonesa.

Um novo olhar sobre o gato – No Egito

Deus egípcio Bast  Foto: jacques pasqueille em Flickr

Deus egípcio Bast
Foto: jacques pasqueille em Flickr

Nossa relação com os humanos no Egito não poderia ter sido melhor. Os egípcios foram um dos primeiros povos a atribuir a nós uma aura mística.

Sim, eles nos idolatravam. Inclusive tinham um Deus com nossa forma felina, Bast (a deusa da fertilidade).

No Antigo Egito acreditava-se que nós gatos tinhámos propriedades espirituais e erámos capazes de se comunicar com divindades. 

Naturalmente continuamos sendo venerados por milhões de pessoas em todo o mundo.

Bom, esse foi nosso informações em série de hoje, em breve continuaremos nosso olhar sobre o gato contando a nossa história pela Era Cristã, (não tão prazerosa como no Egito).