Um novo olhar sobre o gato – Desenvolvimento das raças

Amigos humanos, desculpem a demora para postar. Foi culpa da minha miãe que anda meio ocupada!

Bom gente venho contando aqui nesse informações em série a nossa história, desde o antigo Egito, quando éramos adorados, passando por épocas difíceis como a inquisição, e por diferentes culturas. 

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Durante todo esse tempo estivemos em constante evolução como qualquer outra espécie animal… Ao redor de todo o mundo diversas raças foram surgindo, e se desenvolvendo através da seleção natural e cruzamento entre diversos tipos de felinos, domésticos ou selvagens.

Atualmente o gato doméstico Felis silvestres catus está muito perto do gato selvagem europeu (Felis silvestres silvestres) e do gato selvagem africano (Felis silvestres libyca). Segundo a maioria dos zoólogos contemporâneos, estes três tipos de gatos formam uma única espécie: a Felis silvestres.

Siamês, foto: harvestheart.tumblr

Siamês, foto: harvestheart.tumblr

Bom Felis à parte, a raça do gato pode ser natural, como a raça siamesa, ou criada pelos humanos através de cruzamentos diversos para conseguir físicos desejados, como o caso do Ragdoll. Há também o terceiro caso de raças híbridas, como os Bengalenses que vieram da cruza de um gato doméstico com um selvagem.

Ragdoll, Foto: attackofthecute.com

Ragdoll, foto: attackofthecute.com

Gato de Bengala, foto: angelsonland.info

Gato de Bengala, foto: angelsonland.info

O primeiro inventário das raças de gatos foi feito pelo médico e naturalista sueco Carlos Linneo no livro “Systema naturae” no século XVIII. Nele dividia os gatos em quatro grandes raças: o gato doméstico (Catus domesticus), o gato de Angorá (Catus angorensis), o gato espanhol (Catus hispanicus) e o gato Chartreux (Catus coeruleus).

Posteriormente Georges Luis Leclerc, conde de Buffon, no seu livro “Histoire naturelle”, conta até seis grandes raças.

Scottish Fold, foto: scottishfoldsofcalgary.blogspot

Scottish Fold, foto: scottishfoldsofcalgary.blogspot

Meados do século XIX, o Tratado de Zootecnia especial de Charle Cornevin publicado em 1897 adicionou à lista uma raça de gato chinês de orelhas caídas muito parecido com o Scottish Fold, uma raça japonesa parecida com o atual Bobtail japonês, e uma raça sem cauda que atualmente conhecemos como Manx.

Bobtail, foto: blogpetlove

Bobtail, foto: blogpetlove

A raça espanhola desapareceu no início do século XX e foi incorporada ao gato doméstico, a raça chinesa parecida com o Scottish Fold também desapareceu, mas foram adicionadas outras como as raças persa e abissínio. Assim temos que no ano 1900 existiam apenas 8 raças. Mas pouco a pouco o número aumentou até quase à centena de raças que conhecemos hoje.

As exposições e os concursos felinos são os principais responsáveis deste desenvolvimento nas raças. 

Há registros ingleses do século 16 sobre a primeira exposição de gatos em Winchester (Inglaterra).

foto: Daniel Neck

foto: Daniel Neck

Mas a primeira exposição felina moderna foi organizada em Londres, em 1871, e nela apresentam mais de 170 gatos repartidos nas categorias Persas e British Shorthair. Esta exposição marca o início da definição dos standards das raças.

Maine Coon, foto: vaskebjorn.com

Maine Coon, foto: vaskebjorn.com

O jornal New England sediou a primeira exposição de gatos dos Estados Unidos com foco na raça Maine Coon.

Próximo post de “Um novo olhar sobre o gato” falaremos sobre os trabalhos que alguns felinos prestam aos humanos.

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