FeLV #2 – Meu sobrinho Luca e o rei Raí

gatos

Ontem tivemos um post super legal aqui no blog em que minha miãe nos informou melhor sobre essa terrível doença imunossupressora.

Como o post ficou grande decidimos dividí-lo em 2 partes onde hoje vamos contar a experiência que tivemos dentro de casa com a FeLV.

Como foi dito em um post anterior com a falta de informação inicial muitos de nós resgatinhos não éramos testados e em alguns casos nem vacinados.

Hoje ficamos felizes de ver que as pessoas se preocupam com essas questões e perguntam sobre os exames de FiV e FeLV antes de adotar um novo gatinho.

Nosso primeiro contato com a doença aqui em casa foi através do Luca (sim, meu sobrinho, não de sangue, um dia explico minha família).

Luca - diagnosticado com 1ano e meio

Luca – diagnosticado com 1ano e meio

Ele havia sido vacinado, mas por falta de alerta dos veterinários não sabíamos que o gato tinha que ser testado antes contra FiV e FeLV e só em caso de soronegativo devia ser administrada a vacina.

Com apenas 1 ano e meio desenvolveu a doença e quanto mais jovem, mais agressiva ela veio.

Começou com perda de peso e notamos também que ele tinha dificuldades de respiração, no veterinário foi tudo descoberto. Ele tinha linfoma de pequenas células que foram se espalhando por todo o corpo. O pulmão se enchia cada vez mais de líquido e ele sempre tinha que ir ao vet pra drenar.

Durante sua última noite ele passou muito mal e teve que ficar na clínica, onde não resistiu a FeLV.

Já o rei Raí (também da família, era meio que um irmão de outra ninhada).

Raí - diagnosticado já adulto.

Raí – diagnosticado já adulto.

Como o Luca ele também havia sido vacinado sem ter feito o teste antes, falta de alerta.

Desde que ele chegou aqui em casa ele eventualmente tinha sangramentos pelo nariz, nunca foi confirmado que isso era causado pela FeLV mas temos suspeitas que sim. Sempre achávamos que esse sintoma era devido às condições climáticas de Brasília e nunca levamos isso muito a sério…

Até que chegou uma época em que o Raí que era um gato extremamente gordo começou a emagrecer muito sem motivo aparente, comia menos e estava mais letárgico.

A família, ficou muito preocupada e levaram ele no veterinário logo, ele fez o teste que deu positivo, veio pra casa e ficamos de olho, durante toda a doença tivemos que forçar a alimentação e dar suplementos vitamínicos.

Mas nada adiantava, ele continuava a perder peso e apresentava sinais de desidratação. Chegou a ficar alguns dias internado na clínica veterinária, mas ele ficava muito triste e carente. 

Nosso maior medo era que ele partisse longe da família como aconteceu com o Luca, foi quando tomamos a difícil decisão de tirá-lo da internação e assumir os cuidados em casa.

Nessa época ele fez um exame de ecocardiograma que mostrou uma mancha crescendo no corpo dele entre o pulmão e o coração.

Decidimos procurar uma clínica especializada em gatos, onde duas veterinárias se dedicaram ao caso do meu amigo. Lá tivemos a confirmação de linfoma no mediastino, muito agressivo esse câncer crescia cada dia mais.

Com muitas dúvidas se aquela era a decisão certa ou não a se tomar, foi decidido que a melhor opção seria a quimioterapia, devido tamanha agressividade.

Durante o tratamento, o pêlo do Raí ficou cada vez mais arrepiado, em alguns pontos caiu todo, ele teve coceiras o que causavam feridas na pele. Mas se manteve por um bom tempo relativamente feliz, pedia carinho e queria sempre minha miãe ou minha avó por perto.

Desde o começo o Raí não comia sozinho, nem bebia. Tivemos um certo trabalho para mantê-lo alimentado, todo dia dávamos A/d, (uma ração em lata própria para animais em condições debilitantes), em seringas e em alguns dias mudávamos para a BabyCat da Royal Canin (apenas pra que ele não enjoasse da dieta). A água também era dada em seringas (muitas vezes água de côco). 

Já no fim mesmo com todo esforço o rei já não dava conta das coisas, perdeu o brilho do olhar e foi nesse ponto que decidimos dar fim ao seu sofrimento. 

Foi uma decisão muito difícil, minha miãe e minha avó estavam presentes e puderam se despedir do nosso amigo. Temos certeza que ele se foi sabendo o quanto foi amado e bem tratado, lutamos por ele sempre.

Tanto o Luca como Raí tiveram uma vida muito feliz antes do diagnóstico. 

Se foi com menos de 1mês após o diagnóstico.

Se foi com menos de 1mês após o diagnóstico.

Luca chegou aqui em casa bebê junto com sua mãe Cinzinha e seus irmãos (todos doados). No começo ele chegou a ir em feiras de adoção, mas ele ficava muito agitado e só se acalmava quando tinha outro amiguinho felino na gaiola com ele, (haha ele era meio carente).

Lutou por 3meses contra a FeLV

Lutou por 3meses contra a FeLV

Raí morou por muito tempo com a Cinzinha e o Eddie Pai antes de ser resgatado aqui em nossa quadra, minha família levava comida pra eles todos os dias.

Quando foi resgatado poucos dias após a Cinzinha ele logo se adaptou, afinal já tinha uma amiga na casa. Dizem que meu amigo rei sempre quis morar em um apartamento e que ele até se infiltrava nas prumadas de um dos prédios para deitar no sofá, (ele realmente era um rei, do sofá)

Em alguns eventos do Salvando Vidas ele também descia, de coleira, fazia sucesso com os convidados, andava pela grama mas não gostava de ir muito longe, acho que ele tinha medo de voltar as ruas.

Com esse post final deixamos o alerta mais importante de todos, antes de dar a quíntupla (vacina contra FiV e FeLV), certifique-se que seu gatinho tenha feito o teste antes, e só o vacine caso seja soronegativo.

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