FeLV #1 – A doença que nos assombra

gato

Papo sério hoje no blog, aqui em casa minha miãe e minha vó trabalham juntas com proteção animal, e eventualmente aparecem gatos aqui em casa para lar temporário (muitos de nós fomos um deles antes de se apaixonarem).

Só tem um problema, alguns anos atrás, não havia a preocupação com doenças transmissíveis comuns em gatos como a FiV e a FeLV.

Com a falta de informação inicial muitos de nós não éramos testados se tínhamos ou não essas doenças.

Vamos entender agora com minha miãe um pouco melhor sobre a FeLV, (outro dia farei um post sobre a FiV que é um pouco menos comum).

O que é FeLV miãe?

Conhecida como Vírus da Leucemia Felina, foi descoberta em 1960, afetando inclusive a população de grandes felinos.

Posso ser contagiada?

Você está segura, testada e vacinada!

Mas esse é um vírus perigoso, transmissível apenas entre felinos. Através da saliva, lágrimas, secreções nasais, urina, fezes e contatos sexuais de gatos portadores.

Os filhotes de gata infectada também possuem chance de nascer infectados pelo vírus ou adquirir durante a amamentação. Infelizmente cerca de 80% desses filhotes morrem na fase natal ou neonatal.

É um vírus frágil que não sobrevive no ambiente por mais de 2horas, sendo necessário contato próximo para contaminação.

Também transmissível pela transfusão de sangue, doadores em potencial devem ser testados contra o vírus.

E a evolução da doença como é?

Pergunta esperta filha, com a infecção, alguns de vocês dependendo da idade e sistema imunológico, conseguem combater e até em alguns casos, eliminar o vírus no estágio inicial.

Essa evolução é classificada em categorias.

  1. Regressiva (viremia transitória ou latente) – devido a resposta do sistema imunológico, alguns gatos apresentam testes positivos na fase inicial, e torna-se negativos, já que o organismo consegue neutralizar o vírus a tempo.
  2. Progressiva (viremia persistente) – devido à falha na resposta imune efetiva, esses animais desenvolvem sintomas e apresentam testes positivos.
  3. Latência – o vírus sai da circulação sanguínea, mas continua na medula óssea do felino, replicando-se sem deixar células, pode ser responsável por anemias e neoplasias. Podem apresentar testes negativos.

Portadores assintomáticos, aparentemente saudáveis podem transmitir FiV e FeLV após o contato inicial. 

IMPORTANTE: Além de testar seus próprios gatos, qualquer novato que venha para sua casa (de gatil, abrigo, ou diretamente da rua) deve ser testado antes de entrar em contato com os residentes.

Quais os sinais clínicos?

Os sintomas são diversos e tudo depende das células infectadas.

Podem se demonstrar fracos, com febre e letargia.

Com o tempo, aparecem infecções secundárias associadas à imunossupressão:

  • Halitose, por gengivites ou estomatites;
  • Dermatites recorrentes e abcessos;
  • Otites;
  • Infecções das vias aéreas;
  • Anemia não regenerativa;
  • Fibrossarcomas;
  • Doenças mieloproliferativas.

Como faz o diagnóstico?

Através do histórico médico do animal e um teste de sangue para determinar se o vírus está presente na corrente sanguínea.

Existe um kit que permite que esse exame seja feito no próprio consultório veterinário. 

Só há um problema, aqui no Brasil existe um número alarmante de falsos positivos nesses testes, caso seu gato apresente resultados positivos, é importante fazer um segundo exame, preferencialmente com uma técnica diferente e em laboratório especializado.

Para fechar diagnóstico outros exames são levados em consideração:

  • Hemograma completo;
  • Eletroforese de proteínas: para analisar resposta imunológica;
  • Análise citológica de linfonodos: identificação de atividade linfocitária e desenvolvimento de neoplasias;
  • Citologia de medula óssea.

Nenhum teste é 100% confiável, todas as decisões sobre os cuidados de seu gato – saudável ou não – nunca deve ser baseada em apenas um resultado.

Tem cura? E o prognóstico?

Não filha, mas gatos FeLV+ saudáveis podem viver por meses ou anos. 

Os cuidados de um gato soro positivo, envolvem medidas para preservar o gato e a disseminação do vírus. 

A qualidade de vida do felino infectado pode ser melhorada através de esforços conjuntos entre veterinários e proprietários.

E a vacina?

Gatos não infectados podem ser vacinados através da Quíntupla. 

Alguns veterinários defendem a ideia de que essa vacina precisa ser aplicada 2x no primeiro ano, no período de 1 mês entre as vacinas. Daí por diante adotando o protocolo de 1 aplicação ao ano.

Mas ATENÇÃO, antes de dar a primeira dose o gato deve ser testado para FiV e FeLV.

Caso seja soropositivo para alguma delas, a vacina não deve ser administrada, pois um animal positivo assintomático pode vir a desenvolver os sintomas após a vacina.

Mais algo miãe?

Então, se o seu gatinho testou positivo, não considere isso uma sentença de morte, refaça os exames dentro de 3meses em outro laboratório. Animais infectados podem viver anos e anos uma vida feliz e saudável na medida do possível.

E para responder suas perguntas filha, pesquisei muito, mas não sou veterinária, não posso fazer diagnósticos. Para qualquer dúvida incentivo que procure um veterinário de sua confiança.

Nosso amigo Rei Raí, levado pela FeLV.

Nosso amigo Rei Raí, levado pela FeLV.

Meu sobrinho, o jovem Luca. Se foi com apenas 1ano e meio pela FeLV.

Meu sobrinho, o jovem Luca. Se foi com apenas 1ano e meio pela FeLV.

Fontes de pesquisa:

http://www.provet.com.br

http://www.aspca.org

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2 comentários sobre “FeLV #1 – A doença que nos assombra

  1. Pingback: FeLV #2 – Meu sobrinho Luca e o rei Raí | Momentos de Glória

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